sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Uma questão de pontuação ♥

Chega de interrogações?
Chega de "entre aspas", (entre parênteses) e até reticências..

Exclama!
Exclama que sim! Exclama que não!
Mas Exclama!
Exclama, sem vírgulas, e sublinha o exclamado!
Exclama em letras grandes, de maior tamanho, com cores ou até marcado!
Mas exclama..

Eu preciso de um ponto final.



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Stuck in Reverse.. ♥

Está tudo a minha volta e porque é que não chega?
Tenho tudo para decidir, porque não decido?

Um turbilhão de sentimentos parece crescer quanto menos confusos se tornam, quanto mais deles percebo.
E o tempo vai passando e tocando, vai passando e mudando.. Suavemente, quase sem dar por ele.
Cada vez estou mais certa, mas confusa. Contente, mas triste. Bem, mas mal. Feliz, mas incompleta.

Momentos de pico, de sim e de não.
Momentos de razão e de coração.


E o tempo vai passando, tocando e mudando..
 



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lucky Me ♣

Vamos olhar para trás..
Vamos pensar para trás e sentir para trás..

Que ano!

Mil e uma voltas, mil e uma coisas, que nos passam e que se passam.
Mil e uma voltas, mil e uma coisas, que nos marcam e se marcam, umas mais, outras menos..
Mil e uma voltas, mil e uma coisas.

Sorrisos. Lágrimas. Alegria. Tristeza. Desilusão. Amizade. Amor. Fuga. Saudade. Esforço. Trabalho. Descanço. Oportunidades. Atitude. Decisão. Aconchego. Protecção. Apoio. Força. Queda. Voo. Cumplicidade. Caminhos. Partilha. Sonhos. Brilho. Olhos. Mãos. Toque. Dificil. Fácil. Crescer. Mudar. Emoções. Pensamentos. Sentimentos. Felicidade. Azar. Sorte!

Sorte! Sem dúvida..

Sorte por sorrirmos em muitos momentos.
Sorte por termos quem nos faz sorrir muito.
Sorte pelas lágrimas que se derramam por bem e por menos bem.
Sorte pelos amigos que temos, pelas pessoas que conhecemos, pelas pessoas que nos marcam.
Sorte por nos apaixonarmos, por gostar e sentir que gostam, por ser cumplice.
Sorte pela saudade, saudade que chega da sorte que temos em viver momentos, em experimentar momentos.
Sorte por termos oportunidades, por vivermos oportunidades.
Sorte por escolhermos, por decidirmos, por seguirmos.
Sorte pelo brilho, pelo nosso brilho, pelo brilho dos outros.
Sorte por sonhar, por criar e por imaginar.
Sorte pelas quedas que nos fazem voar depois.
Sorte pelas desilusões que nos fazem crescer, que nos fazem aprender, conhecer e sentir.
Sorte pela mudança, má ou boa.
Sorte por pensarmos e sentirmos.

Sorte por também fazermos a nossa sorte..!

E depois de tudo, no fundo, sinto-me uma sortuda.
Sortuda pelo que vivi e vou viver, sortuda pela vida.
Nem sempre o vejo nem sinto, nem sempre o penso ou digo.. Mas não me deixem fazê-lo..

Sou sortuda?


É esta a nossa verdadeira sorte. E esta.. Não muda.

Amo o que tenho e posso, ampo o que devo e sonho, amo quem tenho e quem me deixa ter, mais perto ou mais longe de mim, de muitas maneiras.. Amo a vida ♥

domingo, 5 de dezembro de 2010

L (ove) ♥ Obrigada

Have a right to cry (sometimes)
When I'm under the weather
Feels like my world is coming down
And my job could be better
That's just today's news, maybe tomorrow this is we can do

Seize the day, change your life
Find all of your limits in the sky
Take a moment, clear your mind
Believe that your angels never lie
Change is good, just keep it movin'
Uncover new colours that are kind
Different ways, brand new heights

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem cor, finjo que não existo sem cor ..

Sem cor me encontro.
Cores que outrora via brilhar, vejo agora apagarem-se, diante de mim, como que se fosse o vento que por elas passava e que elas levava. As vezes uma brisa, outra vezes uma tempestade.. A verdade é que as cores estão a ir, uma por uma, e eu vejo-as partir.

As cores da terra, as cores do ceu, as cores das pessoas, as cores das minhas pessoas, a cor do Mundo.. As minhas cores.

Mil cores, mil brilhos. Mil misturas que pintavam a minha vida.
Pintavam-na delicadamente, sem borrar.
Umas vezes com linhas e curvas concretas, outras vezes mais abstractas, mas sempre com brilho, com vida.

Agora tudo parece baralhado.
Cores que se cruzam com desarmonia, cores que riscam tudo ao seu redor, cores que pintam sem pensar onde, cores que estão e não estão, cores que se apagam quando mais preciso que vivam, cores que simplesmente já não pintam, porque não querem, porque não sabem, porque não sentem mais que devem pintar.

E eu vejo acontecer.. Finjindo que nada acontece, sorrindo como se cores tivesse.
Lamentando tal desordem, sentindo falta das minhas pinturas. Perdendo-me a mim no meio de tanta tinta.

Sem cor vou ficando, com o tempo que passa sem parar. Mas não posso deixar.
Está na altura de pegar na minha vida, de voltar a pintá-la.
Está na altura de recuperar as cores que tinha e agarrar as cores que ainda tenho.
De arranjar novas cores, novos traços, novas pinturas.
Deixar ir as que sentem que devem ir, ordenar as que agora pintam sem ordem.
Misturar cores que nunca pensei misturar, voltar a tentar se for caso disso.


Está na altura de ser eu a pintar, com o que devo, com o quero, com o que gosto, com o que sinto.

domingo, 14 de novembro de 2010

Faz sentido, em todos os sentidos ♥

Em tudo o que faço sinto. Sinto com o que tenho, sinto com o que sou.
Sinto quando quero e quando não quero assim tanto,  mas sinto e, por sentir, conheço.

De onde estou, sinto.
A almofada macia e mole, onde me sento, impede que o duro do chão me incomode, me magoe. Nela me reconforto, sentindo todas as suas formas e formas que de todo o modo a mim se adaptam, ao meu movimento, lento, simples, rapido ou complexo. Olho em redor e vejo a mais brilhante claridade, é dia. Um céu azul com nuvens brancas, diferente do que tem estado habitualmente. De vez em quando, uns pássaros surgem, sem que ninguém esteja à espera, voando e brincando a voar, por entre tao belo céu. As cores sao suaves, mas marcantes. O então azul e branco do céu, o verde e amarelo das árvores, o castanho de seus troncos e as mais variadas cores das casas que entre elas surgem. O rosa, laranja, amarelo e azul das flores, o beje do passeio e o preto da minha cadela, que corre entre flores, arvores, contente, sem preocupações. Ao fundo ouvem-se vozes, ouvem-se movimentos, carros, pessoas, animais, vida. Ouve-se o vento que vagueia por entre a vida que se apresenta, contornando calmamente o que cruza, numa brisa leve e fresca, que, quando passa, arrepia. Ouço o meu respirar e o bater do coração que tanto pula dentro de mim. Vejo e sinto os meus pulmões encher com tão puro ar, assim quero pensar. E fecho os olhos. Agora cheiro, cheiro esse ar, que em nada se define. Cheiro as flores de que estou próxima e a relva molhada da chuva que a noite trouxera. E enquanto tudo isto, na minha boca tenho uma sensação doce, doce mas não exagerada. Doce de quem come uma ameixa, redonda, vermelha, suave, cheirosa. A cada dentada, paro e saboreio, saboreio o que como e saboreio o que tenho, o que vivo.

Tenho pena.
Tenho pena de, entranhada na minha vida, não dar esta importância a cada pedacinho dela.
Não tenho tempo, é tudo muito rápido, não há nada de interessante ou nada desperta o meu interesse.. Boas desculpas, mas não sei se boas justificações.

É quem não tem que percebe a falta que faz, é quem não tem que mais aproveita, que mais conhece e mais sente.
Quem não vê, ouve e quem não ouve, sente. Quem não sente, saboreia e quem não saboreia cheira. Quem não cheira, pode ver, pode ouvir. E quem não vê tambem pode cheirar. A verdade, é que o fazem com mais calma, com mais respeito pelo facto de o poderem fazer, com mais sentido e mais significado.
Sentem e conhecem melhor que eu que posso tudo, por assim dizer.
Eu que tudo posso, melhor ou pior que os outros, não tanto aproveito, por desculpas inconscientes.

A partir de agora, vou tentar tirar um bocadinho para mim, um bocadinho para o Mundo.
Um bocadinho para ver em vez de olhar, escutar em vez de ouvir, sentir em vez de tocar, cheirar e saborear.
Um bocadinho para dar significado às coisas ou para perceber apenas o que querem significar.



E enquanto estou no Mundo, ele está em mim, sempre.

domingo, 31 de outubro de 2010

Entre-Tanto ..

Quero fechar os olhos e dormir, dormir durante horas, profundamente.
Quero sonhar, sonhos bons, cor.de.rosa por assim dizer.. Toda a noite, acordar com um sorriso mesmo que deles não me lembre.

Preciso disso.

A televisão está acesa e nela vejo imagens que me chocam, me entristecem, me fragilizam.
Imagens que não imagino reais, imagens que nem sequer o deviam ser.
Não consigo nem quero desligá-la. Não podiam ter vindo em melhor altura..

Escrevo e começo a chorar, choro enquanto escrevo. Alivia.

Choro por mim, por nós, por eles.
Choro pelas imagens, pela realidade, pela vida.
Não sei se devia chorar, mas choro.

Vejo estas imagens e vejo que há vidas que não são vida, vidas que para o serem por muito passam.
Vidas que me fazem olhar para os seus donos e sentir o maior do respeito e admiração.


Vejo neles força que não aparento ter, coragem que deveria ganhar e alegria que poderia agarrar.
Vejo vida e ainda mais vontade de viver.

Realmente, parva de mim, lágrimas por vidas facilitadas..
Parva de mim que tenho tudo o que preciso e nunca nada me faltou, penso.

Bem.. Sofremos à altura da nossa vida.
Chateamo-nos quando nos obrigam a comer algo que não gostamos.. Mas é porque nunca passámos fome.
Ficamos tristes quando não podemos comprar uma roupa que gostamos.. Mas é porque nunca nos faltou roupa para vestir.
Fartamo-nos dos trabalhos e estudos.. Mas é porque sempre nos foi possivel estudar.

Esta é a verdade.
E não quer dizer que seja um sofrimento errado.. Apenas o é e tão válido como qualquer outro.
Não controlamos o que sentimos, controlamos o que pensamos.. Mas de nada adianta.

Aquelas imagens..
Choro pelo pouco que é, face a vidas tão mais dificeis, mas pelo que tão grande parece, na vida que conheço.

Mas agora parei.
Vou voltar a chorar, eventualmente.
Vou voltar a achar que muita coisa está mal, que muita coisa não é certa, é injusta, maldosa, desumana, para mim, para nós e para eles. Mais importante.. Vou voltar a senti-lo dessa forma.

Mas agora, agora que parei de chorar.. Agora vejo algo diferente.
Vejo que é com cada choro que cresço, que aprendo, que vivo mais.
É por chorar agora que depois vou saber sorrir melhor..

É com o que sofremos que menos sofremos, é com o que vivemos que construimos vida e que cada vez vivemos mais e com vontade e aproveitamos mais.

Pobres daqueles que mais sofrem, mas grandes as pessoas que são.
Lutam, caem, levantam-se e lutam, lutam e sorriem, ao mesmo tempo. Ganham.

Verdadeiros heróis, nas histórias das suas vidas. 
Ainda maiores, na história da minha :)

E agora? Neste momento, agradeço e valorizo tudo o que tenho e posso, tudo o que penso e sinto.
O resto? O resto resolve-se, passa, vence-se.